Ultimamente, tenho andado mais do que eu gostaria de transporte bovino coletivo. Isso porque uma das minhas patinhas (ainda) está dodói, impossibilitando minhas longas, saudáveis e econômicas andanças pelas pastagens e colinas de minha cada vez mais inóspita e menos verdejante cidade...
Bom, nestas minhas experiências nos comboios de transporte bovino tenho me deparado com bastante frequencia com ruminantes , que assim como eu, foram vitimados pelo mal da vaca louca.
Dia sim, dia não, encontro um camarada ou falando sozinho coisas de outro mundo; ou batendo altos papos com um (ou vários) amigos imaginários ou simplesmente urrando e se sacudido para frente e para trás , como presenciei semana passada, quando o ônibus parou em determinada ponto (sei lá que trauma aquela parada trouxe ao bovino pesteado...) . Outro dia, um ruminante jovem, um pouco mais velho do que eu, parou ao meu lado e disse: "Dá licença para o tio?" . Olhei pro moço e pensei, "eu , hein? esse cara só pode ser louco de pedra, porque de tio ele não tem nada". Dito e feito, foi só sentar ao meu lado que ele soltou a língua em um papo bem enigmático com um dos amigos invisíveis. Algumas gargalhadas e gritos janela a fora depois, fiquei grata com o fato da minha parada estar bem próxima.
Hoje então, foi mais estranho ainda. Um senhor de touca, óculos e barba aproximou-se da porta e começou a conversar com ele ou com sei lá com quem em ....ESPANHOL! Contou piadas, fez troça, pediu informações e até brigou com o amigo em questão. Si, e jo pero que si, pero que no dei no pé rapidinho antes que fosse convidada a participar de um colóquio internacional.
Aliás, quero deixar bem claro que não tenho nada contra a circulação dos amigos que enxergam a realidade mesmo (insana) do mundo (já que nós -eu fora, talvez -" normais", fazemos de conta que não estamos vendo nada). Eles têm todo o direito de transitar entre nós, não há problema algum nisso . Só achei curioso encontrá-los com tamanha frequencia.
Das duas uma: ou eu estou saindo de casa no horário da terapia de todos os fora da casinha da cidade ou o nível de insanidade (ou sanidade, dependendo do ponto-de-vista) está aumentando consideravelmente a ponto de se tornar mais perceptível até mesmo para um ser divagante como eu.
Por via das dúvidas, espero que meu pé fique bom logo. Vai que alguém tenha um amigo imaginário italiano, centurião romano, músico barroco, samurai, poeta grego ou filósofo alemão e eu acabe achando interessante fazer parte da conversa ....
lunedì, agosto 10, 2009
Tá todo mundo louco, oba !
mercoledì, luglio 01, 2009
Ruminações de uma mucca em crise
È estranho como a vida se torna uma repetição de situações e sentimentos. Os dias passam, as pessoas, os lugares, os instantes passam, mas algo em mim permanece sempre o mesmo. No fundo, no fundo continuo buscando as mesmíssimas coisas de sempre, fugindo das convenções e dos ideais de felicidade que insistentemente o mundo tenta nos incutir, lutando para não ser presa pela teia de uma vida ordinária que parece tão atrativa no raiar de um novo dia. Mas sei que isso não me basta. Posso abanar o rabo por um tempo, espantar as moscas, ruminar o mesmo capim. Só que não me contento com meias palavras, meias intenções, meias medidas, meios relacionamentos. Para mim, as coisas são ou não são. Este é o um jeito prático de enxergar a incompletude do universo. Assim, eu quero tudo, de uma vez só , nada de doses homeopáticas. Apenas os covardes se escondem no silêncio e nos pensamentos contidos. Eu me entrego a mim mesma, pois o mundo não me basta, já sabia disso desde a aurora dos tempos. Se prosseguir só me torna mais completa, sigo minha sina de ser/estar sozinha. Afinal, eu sou muito mais complexa do que aquilo que me cerca e não encontro eco em um mundo dissonante, em que notas não se combinam.E eu quero poder ouvir a música das pequenas coisas que me cercam, até poder ouvir a sinfonia do infinito. E de resto, o silêncio de madrugadas frias, acompanhado do gosto doce de lembranças que nunca vivi. Sim, porque a maior lição de todas seja que talvez a lembrança da ilusões seja mais confortante que a das desilusões...E antes que alguém diga que isso covardia, esclareço que isso de chama autodefesa ou autopreservação. E só depois que vc apanha (e muito) é que vc aprende a se defender . E para quem nunca apanhou de verdade, jogar a primeira pedra é muito fácil.Sem sentir dor, a dor alheia é bobagem, frescura , capricho. Mas só eu sei quantas cicatrizes levo no meu lombo ressecado de sol , e só eu sei que não há mais espaço para nenhuma delas . Apenas isso, e mais nada...
E assim, eu faço meu mundo, eu dito minhas regras, eu governo e domino meu reino. Vastos campos selvagens, onde brisa leve e dias amenos esquentam meu corpo. Aromas doces e sabores exóticos permeiam minhas frugais refeições. Aqui, no meu reino eu sou soberana. E isso, ninguém é capaz de me tirar . Não abro mão do meu reino, nem por carta nem por espada, nem por qualquer artíficio ilusório que o mundo possa vir a me ofertar. Nada é tão doce , nada é tão absoluto do que a liberdade de ter o domínio sobre si mesmo. E essa verdade me acompanha há anos, ainda que eu balance ás vezes. Ainda bem que minhas fraquezas são temporárias, já que ao encarar os medos de frente, as desilusões tornan-se miragens. E sigo , troteando pelo campo, livre, absoluta, em paz.
sabato, febbraio 21, 2009
Ficcionando...
Pois bem, caros amigos bovinos. Não tinha postado nada até agora(mea culpa, mea culpa) por n motivos(ou a falta deles). E enquanto estava aqui, em pleno Carnaval, sem botar o bloco na rua e sem esperar a Mangueira entrar (a escola, a escola...hehehe)resolvi ficcionar um pouco e saiu um testículo, meio fraquinho, pois estou fora de forma. Mas pretendo recuperar o ritmo e logo , logo coisitas bem rumidas devem sair das minhas entranhas...
Boa leitura para quem se aventurar, por conta e risco. Não assumo a responsabilidade por qualquer mal estar causado pelo texto abaixo. O enjôo(tem acento???) é todo de vcs!
Descobertas astronômicas a olho nu
Desperto e esqueço. Sempre é assim. Na boca, o gosto amargo de uma noite mal dormida, whisky barato e duas carteiras e meia de cigarro sem filtro.
Ainda sonado, observo os raios de sol entrando pelos buracos da janela. Eles iluminam o corpo feminino e nu que resfolegava no lado esquerdo da cama. Pele branca, longos cabelos ruivos. O rosto, delicado e quase infantil, se ocultava na pesada maquiagem, agora borrada.O seu peito subia e descia, compassado, alheio as vozes, aos cheios, a luz que vinha do mundo lá de fora. O mundo que não nos pertencia e que estava além do provisório reino mágico, em que era o seu consorte, seu cavaleiro, seu príncipe, o seu bobo da corte. Onde eu era um lobo faminto, que corria pelas pradarias do seu corpo, uivando para uma lua imaginária que refletia nos seus olhos.
Ela se moveu, suave como uma folha ao vento, gemeu e com as pálpebras ainda fechadas falou baixinho, meio rouca: - Eu ainda estou aqui.
Me aproximei do seu corpo, e olhando então para os grandes olhos azuis que agora me fitavam desconcertados, limitei-me a sorrir. E quase que automaticamente beijei aqueles lábios com gosto de noite. Ela passou o braço em torno do meu pescoço, e com as unhas compridas me fez uma carícia quase felina, esperando alguma reação da pobre presa, eu, homem, maduro, estranho, confuso e emocionalmente retardado.
Levantei bruscamente, fui até a mesinha, acendi um cigarro e cruzei minhas pernas, nu, esperando que a nicotina clareasse as minhas idéias e me desse alguma resposta de como eu deveria agir.
O fato é que um ser etéreo tinha batido a minha porta ás duas da manhã, claro, após um telefonema meu, e me concedera o meu único e obsceno desejo: te-la por uma única e longa noite. E apenas uma.
Ela, grande amiga, sempre fora uma ótima companhia, bem-humorada, descolada, interessante, perspicaz. Não que ela não fosse, como mulher, digna de mil e uma noites. Até mais, talvez. Só que não para mim. E esta era uma das três regras que eu nunca quebrava. As outras duas se referiam a traseiros masculinos e empréstimo de material fonográfico. E este sou eu, meus amigos, claro, não apenas isso. Mas não quero falar sobre mim, não agora. Qualquer tentativa de definição sempre soa falsa ou egocêntrica. Contudo, basta para dar uma ideia dos meus interesses e para deixar bem claro que qualquer expectativa quanto a sua permanência naquela cama estava prestes a ser frustrada.
Era melhor assim. Uma noite, uma garota. Outra noite, outra garota. E assim passava meus dias, sem arranhões, feridas expostas, sonhos dilacerados e relacionamentos baseados em valores duvidosos. Eu me sentia livre, dono de mim, com o controle absoluto da minha mente, do meu corpo e do meu coração, por assim dizer. O curioso é que a companhia dela, neste meu mundo diversificado, tinha sido uma constante. Só que agora, a fronteira tinha sido ultrapassada, e era chegada a hora de cortar todo e qualquer contato.Medidas drásticas são necessárias para se manter as coisas nos seus devidos lugares, sempre.
Ela me olhava, com seus olhos arregalados, misto de apreensão e desejo. Eu apenas tragava a fumaça, e olhava para o teto, procurando me convencer de que tudo corria como deveria ser.
Que dentro de alguns minutos ela iria levantar, vestir-se e sair pela porta. Afinal, ela, melhor do que ninguém, sabia como as coisas funcionam. E eu iria esquecer aquela boca, aquela pele. Aquele perfume no meu travesseiro. Não me lembraria das palavras doces, dos segredos trocados, dos gostos semelhantes, da extrema afinidade em encarar a vida, as pessoas, os obstáculos. Nem ao menos iria passar pela minha cabeça que por um instante as palavras “perfeita para mim” piscaram mais de uma vez, como letreiros luminosos, durante nossos longos meses de colóquios, cinemas, filmes, música, cafés, parceria.
Iria esquecer que numa madrugada fria um ser híbrido e mutante: fada, feiticeira, sacerdotisa, mundana, me fez flutuar na imensidão do espaço . E o pior de tudo, é que ainda estava anos – luz, esperando pela próxima viagem. Talvez no rabo de um cometa ou em uma nave espacial. Mas o mais provável é que a minha carona fosse um corpo repleto de curvas que naquele instante se movia na minha direção, entrando em meu campo gravitacional.
E então ela explodiu como uma supernova no meu colo, mudando para todo sempre a configuração da minha galáxia...
mercoledì, dicembre 24, 2008
Natal :nascimento e morte
Este será o primeiro Natal em que ele não estará presente.
Vamos nos reunir como fazemos todos os anos, todos (com exceção de um tio cuja presença não fará falta), tentando dar continuidade a uma tradição da qual ele era uma das figuras principais.
Contaremos as mesmas piadas de sempre, as mesmas histórias engraçadas e os mesmos micos familiares. Comeremos uma deliciosa ceia, beberemos uma cervejinha amiga, trocaremos presentes após convencer a minha prima a cumprir sua função “Noel” e assim passaremos a noite. Mais um Natal, apenas mais um Natal.
Mas cada um de nós, silenciosamente, sentirá a sua falta. Lembrará dele em algum momento, mesmo que por poucos segundos para evitar aquele brilho incômodo no olhar. Procurará inconscientemente sua imagem serena, seu sorriso mimoso, sentada na mesma cadeira de sempre, com as perninhas magrinhas cruzadas e um dos pés (quase sempre o direito) balançando num compasso desconhecido que só ele dominava.
Talvez até haja algum envelope embaixo da árvore, mas nossos nomes não estarão escritos naquela letra rebuscada, antiga, que evocava a nostalgia de tempos outrora grandiosos, como se fosse o registro de documentos seculares.
Sei que ele não estará lá e mesmo assim, por incrível que pareça, não estou triste nem melancólica.
Tive o melhor presente do mundo não apenas no Natal, mas durante toda a minha vida. E ele não veio embrulhado em papel colorido, em uma caixa gigantesca ou em um envelope branco. Veio nas mãos, nos olhos, nos lábios, na voz, no cheiro do meu avô. Aprendi o que é o amor com a melhor pessoa do mundo. Recebi silenciosas lições que foram indispensáveis para fazer de mim o que sou hoje.
E tudo isto é um presente mais do que suficiente para fazer deste e de todos os outros Natais uma noite mágica, em que o brilho das estrelas se faz ainda mais visível na escuridão e o calor gostoso de um abraço é capaz de curar qualquer tristeza, saudade ou desilusão.
Nesta noite, uma noite de contrastes , em que inevitavelmente minha família lembrará da morte de alguém especial, que marcou profundamente as nossas vidas, possamos também celebrar o nascimento de um certo menino que revolucionou o mundo e assim como meu avô, nos deixou um legado de paz, amor, caridade, harmonia , tolerância e respeito.
Que os presentes desta noite não sejam palpáveis, mas feitos de uma névoa densa que povoa os mais lindos e secretos sonhos.
Que a fartura da mesa possa ser compartilhada na forma de alegria, sorrisos e solidariedade com o resto do mundo.
Que o brilho e as luzes saíam das árvores e iluminem as nossas almas.
Que o maior , mais bonito e colorido pacote seja a vida, contendo inúmeras e fantásticas surpresas...
Feliz Natal , amigos bovinos!
Vamos mugir todos uma mesma canção natalina. Para ouví-la, usem o coração...
mercoledì, dicembre 17, 2008
Hóspedes do barulho
O fim do ano me trouxe duas hóspedes peludas. Cada uma delas com um temperamento bem diferente. Uma, mais tímida, reservada, daquele tipo que não quer dar trabalho e fica quietinha, no seu cantinho. A outra, por sua vez, é bem agitada, gosta de animação e tá sempre esbanjando um pique incrível (enquanto escrevo, ela corre atrás de uma bolinha....).
É estranho, mas a presença delas não alterou praticamente nada na minha rotina. Claro, tenho dois seres vivos bem mais interativos do que meus tradicionais peixinhos, porém, com exceção dos pêlos pela casa e nas minhas roupas,ninguém diria que estou bancando a catsitter ...
lunedì, dicembre 08, 2008
Ho-Ho-Ho. O Espírito de Porco chegou...

E já estamos em dezembro, amigos bovinos. Está dada a largada para o período mais estressante do ano com direito a estouros de boiada em supermercados, shoppings e assemelhados...
E o que se percebe não é a presença do espírito natalino, mas sim o de porco, que não há crise mundial que detenha. Assim como Papai –Noel de shopping, ele trabalha apenas uma vez por ano, sem parar durante todo o mês de dezembro e ao contrário dos velinhos, preso a uma fileira de crianças, o espírito de porco está à solta por aí, aprontando mais uma das suas, sem distinção de vítimas.
Ele não faz distinção entre bovinos de alta qualidade, aqueles que têm tratamento vip com direito a ar condicionado, massagista, ração importada etc etc , e bovinos rústicos , criados soltos no campo, a deus dará, e os ataca da mesma maneira , compelindo-os a gastar somas consideráveis de dinheiro em itens de consumo rápido e de origem duvidosa, como brusters e chesters, animais que nunca foram vistos vivos , mas que são devorados sem contestação graças ao espírito de porco. Grandes somas também são destinadas a compra de presentes que com certeza serão trocados ou passados adiante ou então para um amigo , que se fosse seu amigo não precisava ser secreto... Por falar em amigo, o espírito de porco parece possuir os seus, que resolvem abarrotar sua caixa de e-mail, como se vc não tivesse mais nada para fazer, de impessoais mensagens natalinas , mandadas para toda a lista de contatos, fazendo com que vc passe o dia em um recorrente déjávu. Isso sem falar que este maléfico espírito faz com que sua lista de relações aumente temporária e consideravelmente, incluindo nela porteiro, carteiro,entregador de gás,lixeiro, faxineira e outras pessoas com as quais você trocava breves mugidos de saudação, uma verdadeira horda sob influência maligna que resolvem obrigá-lo de livre e espancada vontade a participar das meigas caixinhas ou a deixar presentinhos com mensagens cretinas , fazendo-o sentir a mesma emoção de quando toma a vacina para febre aftosa....
Ah, esta entidade não poupa nem a sua família, que resolve reunir no mesmo curral bois que não se chifram (sim, já que não temos bicos), fingindo forçosamente um clima de amabilidade que espanta até as moscas. Ou então você vai ter que aturar parentes chatos, e na pior das hipóteses, a falta deles. Sim, pois o bovino solitário é sem dúvida a vítima favorita. Nunca a solidão pesa tanto como nesta época, em que o espírito de porco amplia o som e os aromas vindos das outras casas e espalha coisas coloridas e brilhantes por aí, despertando lembranças de coisas que ele nunca mais terá de novo.
Fora as musiquinhas , os filmes , as propagandas , as luzes , que não o deixam esquecer por um só minuto em que época do ano estamos.
Ao que tudo indica, o espírito de porco também parece se satisfazer ao tirar do sério até as almas mais serenas e para tanto, provoca um considerável aumento das filas, do tempo de espera, dos preços, da falta de dinheiro nos caixas-eletrônicos, de congestionamentos, de assaltos, de pessoas, de calor, deixando pobres muccas como eu perdidas em meio a irritação, impaciência, frustração e tolerância zero que invade as ruas nesta época.
E como enfrentar tudo isso? Elementar, bovino amigo : prepare os seus usuais rituais de exorcismo de final de ano e mantenha o espírito de porco bem longe . Mas caso esse conselho tenha chegado tarde demais e vc já esteja possuído, não se preocupe. Sua possessão está com os dias contados. Ah, mas ano que vem tem mais ....de novo.(Ih, acho que estou com espírito de porco...hehehe)
sabato, novembre 22, 2008
Opinião Produtora produzindo das suas de novo
Em uma ano marcado pelas intensas atrações musicais inéditas em nossa cidade (e o que deixou essa bovina particularmente feliz, pois finalmente parece que estes pastos sulistas entraram no calendário oficial das turnês) a Opinião Produtora resolve aprontar mais uma das suas ...
Assim, no mas , faltando exatamente uma semana para o espetáculo, cancelaram o show do Duran Duran , que comemora neste ano 30 anos de carreira.
O motivo , o mesmo alegado quando do cancelamento do show do Nine Inch Nails: baixa venda de ingressos.
Uma grandíssima sacanagem com o rebanho, condicionar a realização de um show a venda das entradas. Ou seja: contratam uma banda sem ter o suporte para bancá-la?? Como assim??? Como diz o Gabriel Brust é inadmissível transpor "a lógica de uma vaquinha para um meio tão profissional como esse" Traduzindo: vamos todos depositar nossa moedinha no cofrinho da produtora e daí assim (e só assim) ela traz sua banda favorita...hahaha Faz-me rir para não chorar, Batman!
Aleguem problemas técnicos , questões pessoais, músico que não quer tocar no paralelo 30º porque dá azar (o Kleiton e Kledir não se importam), enfim, desculpas é o que não faltam...
A partir do momento que o show é divulgado e um único ingresso, que seja, é vendido ele deveria ocorrer , por uma questão de compromisso público, de respeito.
A produtora alega que não teria como arcar com os prejuízos de shows como esses, considerados de grande porte, mas aqueles que já haviam garantido os seus ingressos, que já haviam organizado excursões para Porto Alegre (sim, bandas costumam ter fãs, até onde eu sei...) como é que ficam?
Ao invés de procurar dar desculpas, que sabemos não fazer qualquer diferença, já que quebras de expectativas dificilmente têm consolo, por que a produtora não busca avaliar os motivos da baixa vendagem e refletir a respeito de suas causas?
Cá entre nós, amigos bovinos, o ingresso não é assim muito acessível em tempos de vacas magras, final de ano, crise mundial e o apocalipse que se aproxima... Pelo alto valor dos ingressos, por que não fazer o show no próprio Opinião então? Ok, são bandas de "grande porte", mas várias bandas de renome contentaram-se com o Opinião mesmo!!! Talvez se houvesse uma pesquisa prévia antes do agendamento, teria algum modo de se obter alguma estimativa quanto à procura por ingressos,sendo , de alguma forma, possível prever qual o espaço mais adequado para determinado show...
Além disso, a parca divulgação com certeza não ajudou na vendagem. Ao contrário do R.E.M., que teoricamente não necessitaria de uma mega-campanha e teve direito a chamadas na tv, rádio , jornais, outdoor, mensagens em código morse e sinais de fumaça , o show do Duran Duran teve uma divulgação bem, bem mais discreta. . Como vender ingressos sem anunciar amplamente o evento? E o discurso de que “ a produtora banca seus shows sozinhas pois não tem apoio de empresas” não justifica uma atitude como essa. Eventos muito menores conseguem obter patrocínio ,ínfimo que seja. Se houvesse alguma boa vontade, de fato, em captar recursos e firmar parcerias tenho certeza que a produtora contaria com alguns apoiadores. E vem cá, a própria Pepsico, “dona do espaço” onde ocorreria o show não dá realmente nenhum apoio????
Pois é , a nós, ruminantes sulistas, resta ficar batendo os cascos e mugindo, decepcionados diante de tamanha sacanagem .E acompanhar com um gostinho de pasto amargo, matérias como essa : Trinta anos se passaram em duas horas no show que o Duran Duran fez nesta sexta-feira (21), pós-feriado em São Paulo, para 4.000 pessoas no Via Funchal.
domenica, novembre 09, 2008
Compromisso público
Atualmente, duas coisas têm marcado este blog. A pouquíssima assiduidade de quem vos escreve e a baixa qualidade dos textos, feitos sem a menor boa vontade e inspiração. Porém, caros e bovinos amigos, prometo que voltarei a ruminar e mugir como antes. Assumo este compromisso público, já que apenas assim serei capaz de abandonar meu estábulo, esticar as patinhas, balançar o rabinho, espantar as moscas que me rondam sem parar e dar uma pastada pelos verdejantes gramados virtuais.
Após uma breve pausa de uma semana em virtude de uma providencial viagem, este blog voltará a ter textos com uma maior freqüência. Palavra de mucca, ainda que pazza...
lunedì, settembre 29, 2008
Vicky, Cristina , Barcelona e ...Javier

O que esperar de um filme dirigido por Woody Allen e que tem no elenco nomes com Javier Barden, Penélope Cruz, Rebecca Hall Scarlett Johanson e a maravilhosa (eu preciso voltar lá) Barcelona como cenário e uma história que orbita um triângulo amoroso (que na verdade é um quadrado) doentio, em que um homem (e que homem, Dios mio!!!) sai jogando charme e passando o rodo sem dó nem piedade??? E nós,as mulheres , em férias, infelizes e em busca de emoção ou as descontroladas e maníacas, que sempre saem perdendo, de uma forma ou de outra, nesse jogo de sedução?? Bom, a história é mais ou menos isso, pelo que pude deduzir do trailer Vicky Cristina Barcelona Aguardemos a estréia no Brasil, ainda sem data definida.
Por enquanto, bovinos amigos, fiquemos com a beleza loira da Scarlett e o charme latino de Javier Baben (e não Barden)
Começando do fim
Embora o ano esteja praticamente acabando ainda estou com a sensação de que o meu nem bem começou...Bom, tenho fortes pressentimentos de que esse meu ano, que não obedece calendário algum, terá tudo para ser frutífero. Pela primeira vez, estou percebendo, emocional e racionalmente, o quanto é importante uma mudança de foco. Darei início a um grande projeto: cuidar de mim, acima de tudo e todos. E este, sem sombra de dúvida, é um grande empreendimento.
